segunda-feira, 16 de abril de 2018

A "queda" da esquerda.

Versos & Prosas – FAVELA | Por: Isaac Santos.
Em nosso país atualmente torna-se comum dizer que a culpa é de X ou Y.
O incrível é ver um discurso um tanto hipócrita e preconceituoso como base argumentativa para apontar as falhas na sociedade, finanças e política. A culpa de estamos assim é da esquerda. Pense comigo, Possivelmente a culpa foi da esquerda quando se travestiu de serpente para "enganar" Eva e posteriormente Adão, ou seja, foram basta honesto em não se responsabilizar pela desobediência ao todo poderoso Deus, e logicamente sobrou pra Deus também, por plantar a tal árvore lá. Veja, Tenho certeza se já tivesse o MST (esquerda) teriam cortado a árvore e se apoderado do que não era deles, ou seja, a culpa da queda é total da esquerda. 
A esquerda só trouxe caos. ...?
Sem falar que somente o povo esquerdista que traem as esposa (o), que agridem os filhos, que exploram mão de obra, que mudam a quilometragem dos carros para vender, que se esconde atrás da religião para se beneficiar dela, que educam seus filhos terceirizando a empregados e escolinhas, somente os seres humanos esquerdistas que são homossexuais, fumam e bebem, desviam dinheiro do povo, fingem que trabalham e que usam o poder para oprimir, são liberais com em seus filhos e fazem sexo antes do casamento. Sim, são os esquerdistas que ditam as regras nas favelas, que povoam a marginalidade, que usam os "pobres" como manobras políticas, que fazem badernas nas ruas e nos estádios de futebol. São eles que jogam fogo nos moradores de rua, são eles que se formam ótimos profissionais usando cola, comprando trabalhos e presentinhos para "vencer".
Sim, querido leitor, são eles que na vida acadêmica usam drogas e gazeiam aulas no bar. São os esquerdistas que fortalecem a pornografia, que financiam sexo livre, que incentivam a pedofilia e violência doméstica. A culpa da sociedade está como está não é de todos, e sim, de uma parte, ou seja, a culpa é da esquerda. A culpa é deles, pois usam da fé como fins de lucros e riquezas. A esquerda entrou no mundo para enfraquecer a tão poderosa educação elitizada, para desviar os valores da tradicional família brasileira, sim, a culpa é dela por dividir restaurantes, avião e nossas estradas. Maldita esquerda. A culpa é da esquerda, por ter um lar garboso e meu filho ser drogadito. A culpa é dessa gente que entrar numa universidade pública e aplica a doutrinação dos inocentes. A culpa é dos professores marxistas, os tais que vieram de berço esplendido e, nos traiu em não aceitar tais propostas políticas e sociais. Culpa desses professores que surgiram do nada e são doutores. A culpa foi da esquerda quando trouxe a guerra pelo dinheiro e território no mundo. A culpa foi da esquerda, que por lutar contra o machismo trouxe liberdade para mulher ser uma profissional e não só recalcada e do lar.
Sim, estamos perdidos por sermos fantoches nas mãos da esquerda. Por não termos representação política e religiosa para domar tudo isso. Hoje não temos voz, vez, e tudo que fazemos de errado vem deles, os malditos esquerdistas. Nunca iremos assumir que tudo isso vem de nós mesmo. Concluo essa reflexão dizendo.  Não! A culpa não é da esquerda, não é da direita e nem do centro. A responsabilidade de tudo isso é nossa. Nós somos seres humanos egoístas, invejosos, hipócritas, avarentos, perversos, cruéis, cínicos, viciados, mentirosos, sim tudo isso somos nós seres humanos. Por outro lado, desejamos mudar tudo isso em amor, afeto, companhia, cuidado, etc. ... Essa é nossa lutar, mudar o que somos no que desejamos socialmente, religiosamente ou politicamente ser. Entretanto, nosso verdadeiro eu sempre esbofeteia a nossa face destacando que a "queda" trouxe esses danos para todos, e não só para alguns.
Então, não finja que nada disto é problema seu.    
Vida que segue. ...
Isaac Santos é teólogo, psicólogo e ativista.
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Primeira peneira da Taça no Vitória Régia


Temos o objetivo democratizar o acesso à prática esportiva e de lazer, nas favelas paranaenses. Desta forma, desenvolvemos os nossos programas voltados para os morados desses territórios, em especial para as crianças e adolescentes, garantindo não só o direito á prática esportiva, mas a inclusão em iniciativas de cultura, educação, saúde, empreendedorismo, entre outras. Enfim, esses são os princípios básicos que a Labuta em parceria com a Central Única das Favelas do Paraná encontrou para que estruturássemos a Taça das Favelas no Estado. Uma ação de esporte para os jovens, mas que também se utiliza do futebol para ampliação o direito á cidadania e para isto a Labuta aglomera instituições que se utilizam de ferramentas múltiplas para dar ainda mais amplitude em nossos movimentos. E, é o que estamos fazendo através do campeonato de futebol Taças das Favelas, organizadas pela Central Única das Favelas – CUFA, a Taça das Favelas é o maior torneio de futebol de campo entre favelas do mundo! Ao todo, mais de 100 mil jovens participam da competição, que se inicia nas peneiras internas nas comunidades até a grande final.
Não diferenciada das demais edições em outros Estados, no último dia 7 de Abril, aconteceu á primeira peneira da Taça, na Vila Vitória Régia, em Curitiba. Uma ação totalmente diferente do que acontece numa peneira profissional, pois, estes jovens são impulsionados a irem além dos sonhos em se tornarem um jogador de futebol e são motivados á trazerem com sigo á esperança de dias melhores. É fato que esta é uma oportunidade e os benefícios são muitos, á exemplo: Conseguir uma vaga em suas seleções, físico, intelectual, emocional, social, individual, entre outros. Mas os resultados vão além das vagas disponibilizadas, estes adolescentes tem á oportunidades de vivenciar experiências sociais múltiplas e impar para toda uma vida, espírito esportivo, gestão do tempo, estabelecimento de metas, iniciativa e liderança, respeito e solidariedade, entusiasmo, disciplina, controle, persistência, coragem, entre outro ensinamento. Agora passamos para mais duas peneiras e damos por encerradas ás fases classificatória da Taça 2018. Após três rodadas, em Colombo e Curitiba, apenas dezesseis (16) equipes serão selecionadas para avançaram para o mata-mata, que começa em Maio. A Taça tem apoio da Universidade do Esporte, Clube das Mães Felizes e finalizando á parceria com o Paraná Clube. Outros detalhes podem ser obtidos em: https://www.facebook.com/Ta%C3%A7a-Das-Favelas-PR-159047238139333/






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Cufa Curitiba e RPC em parceria levaram adolescentes ao cinema


Observamos o protagonismo existente no filme Pantera Negra e sem duvidas é de suma importância para á representação negra, em especial á crianças e adolescentes, no que desrespeita ao processo de ocupar novos espaços, pois, poucas vezes vemos os negros nos papeis principais nas telas do cinema. No entanto, acreditamos que o fortalecimento do elenco influência diretamente os nossos jovens, potencializando-os frente à segregação, marginalização e principalmente ao racismo. Muitas pessoas não entendem e não entenderão os possíveis significados de resignificação identitária que o filme proporciona. Porém, todo desdobramento pós-filme é algo que visualizamos em nossa construção pedagógica ao aderimos á ideia de levá-los ao cinema, pois, para quem desenvolve ações sócio-educacional com jovens negros, em especial os moradores de favelas é sabido dos ganhos resilientes, pois, vivemos em um país em que a população afro-brasileira é superior, porém em certos momentos transparece ser a memoria. Não que pautamos a subdivisão racial, mas á igualitariedade, pois, os negros é subvalorizado na sua cultura, sendo obrigado a engolir os mais simples papeis e empregos.
"... o Plug teve uma missão especial nesta terça-feira (2): acompanhar cerca de 80 jovens de 10 a 17 anos, integrantes de projetos sociais de Curitiba e São José dos Pinhais, em uma sessão de cinema. O filme escolhido foi "Pantera Negra", repleto de cenas de ação e momentos de bravura. Para José Antônio Campos Jardim, presidente estadual da Central Única das Favelas (Cufa) – organização que esteve ao lado da RPC nessa ação – a escolha do longa-metragem não foi ao acaso”. Para elegra a festa á apresentadora Plug Michelly nos acompanhou com está plateia pra lá de especial. Confira todos os detalhes em: https://gshow.globo.com/RPC/Plug/noticia/plug-no-cinema-michelly-se-diverte-em-sessao-de-filme-com-criancas-de-projetos-sociais-paranaenses.ghtml A Central Única das Favelas de Curitiba, através do seu coordenador Francês Ramalho agradece á RPC pela intermediação e ao cinema UCI (Shopoing Palladium) por nos acolherem.






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sexta-feira, 23 de março de 2018

Taça das Favelas - Paraná

UM GOL PARA TODA A VIDA!
Organizada pela Central Única das Favelas – CUFA, a Taça das Favelas é o maior torneio de futebol de campo entre favelas do mundo! Ao todo, mais de 100 mil jovens participam da competição, que se inicia nas peneiras internas nas comunidades até a grande final. A 1ª Edição da Taça das Favelas de Curitiba e região metropolitana é uma competição de futebol de campo entre seleções compostas por moradores de comunidades, com idade entre 13 e 17 anos.  A competição visa contribuir para a promoção da inclusão social através do esporte, influenciando positivamente a realidade de crianças e jovens brasileiros. No Estado do Paraná, a Taça é realizada em Curitiba e região metropolitana  e nas regiões Norte (Londrina) e Noroeste (Loanda). Além de dar oportunidade aos jovens talentos das favelas de brilharem e irem em busca dos seus sonhos de se tornar jogador profissional, a Taça das Favelas tem como fio condutor proporcionar novas experiências socioeducacionais e culturais á estes jovens. As ampliações de parcerias entre instituições para a execução de atividades social ou esportiva durante á Taça estão abertas. Em 2018, a Taça Paraná tomou um novo rumo e disponibilizando espaço para que outras instituições façam parte dessa grande festa esportiva e não só nos bastidores, mas trazendo ações das mais diversas linguagens e todas sendo realizadas por produtores, promotores e fazedores de cultura de Curitiba.
As propostas podem ser encaminha pelo e-mail que se encontra no rodapé dessa matéria. Para informa-los a parceria com o Clube Mães Feliz vem trazendo resultado não só para o evento, mas para toda Comunidade Vitória Régia, em Curitiba. Na noite do dia 21, aconteceu a primeira reunião para explanação da Taça junto aos coordenadores (Dona Maria e Elisangela) e os técnicos da região. Na ocasião foi posta em discussão as possíveis melhorias que juntos podem trazer para os bairros envolvidos, visando a promoção da integração social e cultural dos alunos dos polos esportivos, disponibilizando o acesso á outra ações que contribuirão diretamente para formação cidadã. Acreditamos que a conscientização é essencial também fora do campo de jogo, e é dessa forma, pensando além das quatro linhas, que a CUFA oferece workshops e palestras durante a Taça. Mais do que um torneio esportivo, a Taça das Favelas é o campeonato da integração social, levando a milhares de jovens valores educacionais e de cidadania, pensando em ampliar este legado socioesportivo agregou-se á dinâmica do evento produtores esportivos, culturais e outros das mais diversas áreas se juntam para proporcionar um grande espetáculo aos espectadores.





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sábado, 17 de março de 2018

Profissão Repórter realiza oficinas de reportagens, na Cufa Paraná

Milhares de pessoas e entre elas os jovens diariamente sonham com a oportunidade de emprego, nas mais várias das áreas profissionais e não seria diferente na área de comunicação. Pensando no tamanho da oportunidade e nesses jovens que a Central Única das Favelas e a Associação de Moradores Parolin – Curitiba, em parceria com o Globo Lab – laboratório desenvolvido pela Globo que envolve metodologia de troca de ideias e cocriação, disponibilizou na tarde do dia 14 de março á sexta edição do projeto na Capital Paranaense. Pela segunda vez o “Profissão Repórter” esteve com jovens estudantes interessados em jornalismo e no setor audiovisual. O objetivo do projeto é fomentar a inovação de temáticas, linguagens, narrativas jornalísticas e orientá-los para as inscrições do Globo Lab. Na ocasião os 50 inscritos ouviram á Milana Bernartt do departamento de Desenvolvimento Institucional da Globo Universidade, as dicas de Caio Cavechini, editor-executivo do Profissão Repórter e da repórter do programa Eliane Scardovelli que além da dicas sobre jornalismo e como se escrever na sexta edição do Globo Lab, relembra reportagem marcante do programa.
A primeira edição do Globo Lab realizada em parceria com o Profissão Repórter aconteceu em 2017. Na ocasião, 20 estudantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife foram selecionados para a imersão na redação comandada por Caco Barcellos. O laboratório proporcionou um programa especial, que mostrou como é a vivencia e o aprendizado desses jovens em equipe do programa, durantes suas reportagens. Os futuros profissionais tiveram acesso às informações e como as matérias foram focadas em problemas recorrentes no Brasil como segurança pública, prostituição, MST, agroflorestal, entre outros. Em sua sexta edição do Globo Lab – laboratório desenvolvido pela Globo que envolve metodologia de troca de ideias e cocriação – se une pela segunda vez ao ‘Profissão Repórter’ e, no mês de março, percorre o Brasil em busca de jovens estudantes interessados em jornalismo e no setor audiovisual, com o objetivo de fomentar a inovação de temáticas, linguagens e narrativas jornalísticas.
Os participantes do Globo Lab: Profissão Repórter aprenderão sobre o universo do programa, recebendo da equipe seus conhecimentos sobre jornalismo, as características das reportagens apresentadas e a dinâmica do trabalho adotada por eles. Será proposto um desafio em duplas para a realização de reportagens e os autores das dez melhores vivenciarão uma imersão na redação do programa, em São Paulo, além de terem seus trabalhos exibidos na página do Profissão Repórter na internet. Durante os dias de imersão, os participantes acompanham de perto o dia a dia na redação, com a presença da equipe e de Caco Barcellos. A Cufa presa por intergral os adolescentes em suas ações para que os mesmo tenham oportunidade de aprendizado múltipla e assim os fortaleça frente suas escolas futuras, desta vez, 20 jovens da Guarda Mirim de Araucária foram escolhido para participarem do curso.





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quinta-feira, 15 de março de 2018

História que a vida nos conta. ... Marias!

Versos & Prosas – FAVELA | Por José Antonio Campos Jardim
Dia 08 de março é dia de comemoração, festa, reflexão, união e enfrentamento. Supostamente uma data comemorativa. ... Dia da Mulher: Incalculáveis em meio à população, podemos até compará-las às estrelas do céu, pois são muitas e cada uma contem seu próprio brilho e beleza particular. Enfim, não medimos esforços e fomos atrás da nossa estrela, Dona Maria. Na pauta tínhamos em mente relatar uma história real que contemplasse o Dia da Mulher – seria está nossa forma de agradecer as mulheres e por uma homenagear todas. Passamos então a mapear algumas histórias, algumas visitas e bate papos, lindas histórias escutamos, mas estávamos-nos sobre á direção do nosso feeling, crendo piamente que quando chegasse o momento encontraríamos. Seguimos nossa peregrinação por algumas semanas e em alguns momentos cogitamos desistirmos da pauta, pois corríamos contra o tempo. Nosso objetivo era postar o texto na madrugada do dia 7 para 8 de março. Como previsto não aconteceu, mas enfim, foi bom, conhecemos varias Marias e á Dona Maria Anália de Moraes – uma senhora simpática de sorriso acolhedor, calma e tímida; á conhecemos durante o Curso Gestão Social. Dona Maria falou pouco ao grupo presente, mas observou muito para ser mais exato falou só uma única vez quando convidada para se apresentar. Entre uma explicação e outra do professor e argumentos dos participantes, Ela ouvia atentamente nos mínimos detalhes e de imediato sussurrava no ouvido da acompanhante Elisangela, filha.
Fizemos então o convite para conhecê-la, de imediato com sorrido disse sim. Alguns dias depois estamos nós em sua casa, recepcionados com café, bolachas e lindas uvas que ela mesma cultiva no fundo do quintal. Mas, foi em Vitória, interior do Paraná, que a nossa Maria veio ao mundo, mais uma brasileira vencedora que nasceu para brilhar. De família humilde, a paranaense Maria Anália de Moraes na adolescência passou por algumas dificuldades como milhares de jovens no dias de hoje, ela teve que abrir mão dos estudos e da adolescência para ser empregada doméstica, os recursos ajudavam nas despesa da casa. Não teve os mesmos privilégios das amigas de adolescência de estudar, brincar, namorar e se engraças com as coisas belas da vida em meio à calmaria do interior. Hoje, intelectual orgânica, militante comunitária á presidente de associação sem fins lucrativo, em Curitiba. Instituição que ela mesma de inicio na varanda de sua casa, nos contou que entre uma viaje e outra em busca de informações, levou um ano para registrar sua associação (ONG). “Uma coisa tão fácil de fazer, poderia ser feita em alguns dias, mas, eu só sei ler e escrever o básico, isto dificulta muito quanto tem que mexer com papelada, mas não desanimo não, eu vou atrás” afirma.
Algumas guerreiras são forjadas no cerne das batalhas e Dona Maria é uma dessas, aos 11 anos de idade, ela e aos outros 14 irmãos aprenderam á conviver diariamente com as dificuldades financeiras e a vida difícil do interior. E no inicio da sua adolescência, etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta, Dona Maria foi repentinamente induzida ao amadurecimento ao ser entregue pelo pai ao serviço doméstico: “Nessa época, quando fui deixada pelo meu pai nessa casa de família para trabalha, longe de casa eu só chorava dia e noite de medo de nunca mais voltar para casa ver meus irmãos e meus pais”. E, assim era e é em alguns casos ainda hoje, tidos como parte da propriedade, as Marias não decidiam sobre ás suas vidas e corpos, os salários ganhos. Anos atrás elas não poderiam sequer se matricular em instituições de ensino, os homens é quem decidiam por elas, os pais, irmãos mais velhos e depois o esposo. Sobre uma hierarquia exacerbada doentia á sociedade masculina reconheciam atos truculentos como um dos valores fundamentais da masculinidade, um homem sem rebanho dominante é um ser sem hombridade, e, em geral, era visto como um “castrado social”. Antonio, o irmão mais velho compadecido de que sua irmã estava sendo escravizada e não merecia tal atrocidade, após dozes meses resolveu buscá-la não creditava que ele veio me buscar, o trabalho era pesado, fui muito humilhada e quando o vi, o Antonio, meu irmão, chorou muito, mas desta vez foi de alegria, pois sabia que voltaria para casa”.
Em meio ao misto de alegria e responsabilidade de contribuir financeiramente em seu lar, Dona Maria vivenciava a chance de voltar ao lar que tanto sonhou nas noites frias, no quarto dos fundos da casa da patroa. Infelizmente aos 13 anos, novamente forçada ao trabalho em casa de família para ajudar no sustento familiar, Ela, permanecendo por 18 anos. Cansadas de ser submetida ao trabalho pesado e horas humilhada, resolveu fugiu de casa para se casar. Convencida que dias melhores estavam por vir, pois, a vida em seu lar não fora nada fácil, pai extremamente rígido e autoritário, resolveu fugir com amor de sua vida, imaginando uma vida melhor, doce engano, algumas anos se passaram, marido alcoólatra e não demorou muito para começar com agressões físicas e verbais, foram se tornando cada vez mais frequentes e intensas, de igual forma á bebedeira. Mas, agora não mais na condição de filha e sim de mãe, á história se repetia e era inaceitável uma mulher independente dos argumentos, abandonar o casamento. ... Continuei a trabalhar de doméstica, nas plantações, em empresas de produção sempre para ajudar nas despesas da minha casa; afirma. E assim se passaram 18 anos deste casamento, convencida que as agressões do marido á qualquer momento poderia ceifar sua vida, antes de terminar de criar seus filhos, decidiu separa-se e tentar a vida na cidade grande.
Em Curitiba, tratou de arrumar trabalho para criar os filhos e voltou á estudar. Passou a dedicar parte do seu tempo á outras mulheres, na horta comunitária e por 9 anos ouviu histórias. Em 2017, decidiu criar em sua própria casa o Clube das Mães Felizes na Vila Vitória Régia, um espaço que vá além das atividades oferecida de macramê, mas um local de escuta, disponível as mulheres para compartilharem suas alegrias e tristezas. Hoje, Dona Maria não mais está sob o domínio do outro, não é mais objeto de troca financeira, destinada à procriação e ao lar e sim, Presidente do Clube de Mães Felizes e o seu sonho é ver uma comunidade mais unida e melhor para os jovens, crianças e adultos, afastando-os das drogas e criminalidade através de incentivos ao primeiro emprego a atividades culturais e esporte e lazer. É necessário falamos todos os dias e não só nas datas comemorativas sobre as barreiras (simbólicas e reais), as mulheres não são objetos e não estão conosco neste mundo para fazer as nossas necessidades. Não podemos admitir que as Marias, sejam proibidas de sonhar e subdividir sua própria vida entre o presente, passada e futuro.
Obs: 
As informações foram obtidas por meio de entrevista diretamente com a Dona Maria e contribuições de sua filha Elisangela.
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terça-feira, 13 de março de 2018

CUFA realiza grande encontro nacional em Colíder-MT

CUFA realizou grande encontro Nacional em Colíder-MT, em comemoração dos seus 20 anos. Desta vez aconteceu mais uma vez e desta vez a Cidade de Colíder no Mato Grosso foi palco de mais uma aconteceu á transição de presidência da Central Única das Favelas – Brasil, com a presença de autoridades representativas da CUFA dos Estados, do Brasil e do Mundo. O dia 10 de Março entrou para história da cidade, o município se estende por 3 093,6 km2 e contava com 30 864 habitantes no último censo, mas tem um das maiores em volume de ações entre as bases da Cufa á nível de interior. O evento aconteceu na Casa da Amizade no final da tarde de sábado. Em sua fala na transmissão de posse, Francislei (MG) destacou que Anderson é um jovem de 31 anos, mas não a duvidas que o jovem Anderson, está preparando para comandar uma das maiores instituição do mundo e dar seguimento aos projetos a nível nacional, visando o crescimento da CUFA. Zanovello, emocionado e envoltos aos seus familiares resaltou os ensinamento de sua mãe (falecida) e que ela naquele momento se alegrava junto á todos, destacou que realizou seu sonho, agradeceu os amigos, parceiros e lideranças que de alguma forma lhe ajudaram ao longo dessa caminhada, e está preparado para continuar as ações da CUFA no Brasil. 
Para Preto Zezé, presidente Global da CUFA em New York, essa transferência de poder, simboliza, força, poder e crescimento. Sobre o aval de todas as bases espalhadas no mundo a Estado do Mato Grosso, Colíder passa agora ser o ninho do Anú, pássaro que representa a CUFA, e que já viajou o Brasil, passando de presidente para presidente, com isso o foco nacional se volta para Mato Grosso. Presente esteve Celso Athayde é um produtor de eventos e ativista social brasileiro, especializado em favelas e periferias, fundador da Favela Holding e da Central Única das Favelas e outras lideranças. Nos últimos 20 anos, a CUFA promoveu diversos eventos de impacto social no Brasil e no mundo. Hoje a instituição está presente em 412 cidades e 17 países. Dentre as principais ações realizadas pela CUFA estão o Hutuz Rap Festival, maior evento de hip hop da América Latina, a Taça das Favelas, maior torneio de futebol entre favelas do mundo, a Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA), o Festival de Lutas da CUFA, evento de MMA exclusivo para moradores de favelas, o Top CUFA, concurso de modelo para jovens moradoras de favelas, a Maratona Nacional do Empreendedorismo, projeto de capacitação para empreendedores de favelas aprenderem a usar as redes sociais em prol dos seus negócios, em parceria com o Facebook, entre outros.



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