quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cufa Cascavel fala sobre prevenção às drogas


Nos últimos nove (9) anos, a Central Única das Favelas do Paraná encampou á ideia de propagar á prevenção às drogas, principalmente em relação ao crack. Em 2009, desenvolveu no Paraná o primeiro projeto Crack Não Deixe esta Pedra Te Derrubar – tratando diretamente das mazelas proporcionadas pelo crack. A iniciativa inspirou outros projetos nas bases e entre ele o Projeto Dialogando, reconhecido nacionalmente pelo Prêmio Ozires Silva em 2016, como o melhor projeto social do Brasil. Desde a sua concepção, o Dialogando já visitou mais de 100 municípios e conversou com mais de 90 mil pessoas, entre jovens da rede de ensino municipal, estadual e universitários, educadores, gestores públicos, agentes de saúde e comunidade em geral. O objetivo é informar, pois através dela criam-se hábitos preventivos, mas também é proporcionarmos através de parceiros á possibilidade de aprenderem de forma sociocultural. No dia 29 Junho, dando continuidade aos trabalhos o Diretor da Cufa em Cascavel, Anderson Marcos (Andy) pode contribuir através das suas experiências junto aos projetos e trabalhos desenvolvidos não só na região como nacionalmente no seminário regional "Diálogo intersetorial sobre drogas: Política e atenção"; presente na mesa: Atenção ao Usuário de Drogas: Modalidade de Tratamento e Medidas de Prevenção. O Seminário faz parte das atividades do CRR Unioeste/Senad – que tratam do encerramento da Semana Nacional de Combate as Drogas. Que tem como objetivo promover o diálogo entre os serviços de atenção ao usuário de SPA da região Oeste do Paraná, possibilitando a troca de conhecimento das práticas terapêuticas dos Serviços e avaliação dos mesmos.



Cufa: Cultura e Vida – Festival de Artes

A Central Única das Favelas do Paraná nos últimos cinco (5) anos tem arregimentado jovens com propósito de articulação e desenvolvimento social comunitário em todas as dimensões no Estado do Paraná.  Criamos então uma rede adequadamente formada por representantes de diferentes grupos de pessoas, dispostas a encontrar outros caminhos que possibilite o consensual sobre prioridades e estratégias de enfrentamento das demandas sociais em seus territórios, pessoas dispostos a colaborar com o bem-estar social por meio do diálogo, da ação e projetos sociais.
Na cidade de Paranavaí não tem sido diferente, a Central Única das Favelas - Cufa organizou um grupo de jovens com histórico local de militância em favor das suas favelas e da melhoria á cultura e outros, juntos têm transformado sonhos em realidade. Aproximando as crianças e adolescentes as práticas de esportes, arte e lazer, além de incentivar a apropriação dos espaços públicos para a realização de atividades lúdicas, saudáveis e da formação dos jovens. Exemplo, o projeto Cultura e Vida – Festival de Artes, realizado no dia 24/06, que busca disseminar, integrar e promover a cultura urbana com Seu foco é no protagonismo juvenil.
Arte e Vida, viver e ser diferente através da arte e mudar sua realidade através de atitudes e princípios – comenta Daniel Hudson, Coordenado da Cufa. Nesta edição os trabalhos foram realizados em Nova Aliança do Ivai, na região Noroeste do Paraná, no Colégio Estadual Doutor Caetano Munhoz da Rocha  com a participação de cinco (5) cidades. Aproximadamente oitenta (80) adolescentes e mais os pais e professores participaram do evento que teve workshop de danças urbanas, graffiti, apresentações de músicas e dança. Realização: Central Única das Favelas de Paranavaí e Watts Crew Company. 







E-mail: contato.cufaparana@gmail.com




terça-feira, 27 de junho de 2017

Porque devemos todos ser feministas

Versos/Prosas e Favela | Por Adriana de Carvalho Medeiros
Apesar da instituição da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), da Lei do Feminicídio (Lei 8305/14) e de diversos dispositivos como surgimento da Delegacia da Mulher, os índices continuam crescendo alarmantemente mostrando a cultura de terror a que são submetidas um número considerável de mulheres em todos país. 
O dia 8 de março, dia em que se comemora Dia Internacional da Mulher, entretanto, no Brasil não temos muito o que comemorar. O balanço realizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República em 2016, indica que o Brasil continua sendo país campeão em violência contra a mulher. Em 2015 foram registrados a partir do Ligue 190 um total de 63.090 denúncias de agressões. Destes, o grupo mais afetado refere-se a mulheres negras que correspondem a 58,55% do total das denúncias realizadas. Fazem parte deste registro violência física, violência psicológica (30,40%), violência moral (7,33%), violência sexual (4,86%) e até mesmo 3.071 denúncias de cárcere privado (1,76%).
Estes dados se tornam mais assustadores ao levarmos em consideração que 85,85% dos casos se referem a violência doméstica e familiar, e que das 77% das mulheres que são mães e em 80% dos casos os filhos assistiram ato de violência ou mesmo, foram expostos a violência familiar. Neste sentido, alertamos que o número pode ser muito maior se levarmos em consideração que um grande número de mulheres continua não registrando queixa contra seus agressores por diversos motivos: ameaças, dependência afetiva e financeira, tortura psicológica, etc.
Importante notar que apesar de termos avançado muito quanto a compreensão da importância da mulher na sociedade atual e seus direitos, ainda existe muito a se conquistar. As mulheres ainda integram grupo considerado “minoria” que é discriminado e violentado cotidianamente por uma cultura que ainda guarda ranços de uma sociedade patriarcal e autoritária onde mulheres e escravos eram considerados objetos sem direitos e vontade própria. Diferentemente do machismo que mata todos os dias, o feminismo a partir da denúncia da cultura machista e violenta tem contribuído para salvar vidas. E os índices continuam demonstrando que é necessário defender e preservar a integridade fisica, moral e psicológica das mulheres no Brasil. Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República/ Atlas da Violência 2016.

Adriana é professora universitária, ativista, mestra e doutorando.

O projeto - Versos/Prosas e Favela | foi idealizado por Zé da Cufa que é Presidente Estadual da Cufa Paraná, psicólogo, pastor e ativista em favor de reflexões e ações de combate aos excluído e marginalizados.
E-mail: jose.cufaparana@gmail.com

A Cufa reuniu-se com lideranças em Almirante Tamandaré

A Central Única das Favelas de Curitiba segue trabalhando para proporcionar melhoria na comunidade da Capital e Região Metropolitana. Desta forma, na perspectiva de desenvolver ações de enfrentamento as necessidades juvenis de Almirante Tamandaré, na Comunidade do Taguá e outras, no último de 26/06/17, o coordenador de São José dos Pinhais Joabe Silva e o Presidente Estadual José Antonio C. Jardim, reuniram-se nas dependências da Escola Municipal Profª Clair do Rocio Sandri, com a Diretoria Anna Paula. Anna destacou á vontade de proporcionar melhorias na comunidade e principalmente aos alunos, mas para isto precisa de ajuda. A ideia sugerida em comum acordo é a ampliação da rede Cufa no local com fins de auxilia-los. 
Entre as partes ficou decidido então que na segunda fase do projeto de implantação da instituição Cufa Almirante Tamandaré os envolvidas convocarão lideres nas comunidades que queiram fazer parte da instituição, pessoas com propósito de articulação e desenvolvimento social comunitário em todas as dimensões. Os voluntários passarão por uma “formação básica” de empreendedorismo social com outras pessoas da instituição e estes depois de “qualificados” poderão se auto-representar nas mais variadas articulações com poder público e privado, com fins de realizar projetos que coíba as mazelas sociais. Na pauta da reunião também discutiu-se as questões negativas que o município enfrenta e como nós podemos juntos tentar reverter ou fazer nossa parte. 
Acreditamos, nós Cufa que através da formação de uma rede de pessoas das comunidades e estas podem ser de qualquer variação institucional, lideres comunitário e outros é que podemos juntos ser um instrumento poderoso no enfrentamento das necessidades apresentadas pela região. E, juntos com a grande rede da Cufa no estado do Paraná e Brasil podemos buscar novas estratégias de enfrentamento as demandas locais. O grupo voltará a se reunir no último no próximo mês, com o objetivo de pensar a cidade e suas localidades, seus anseios e necessidades.


E-mail: contato.cufaparana@gmail.com

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Cufa promove palestra aos adolescentes em Curitiba

Na última quarta feira (21/06), o Presidente Estadual da Central Única das Favelas do Paraná, José Antonio C. Jardim o Zé da Cufa que também é psicólogo clínico esteve palestrando aos alunos do 8º da Escola Estadual Ângelo Trevisan, Cascatinha - Curitiba, sobre prevenção ao suicídio. “Apoiamos e buscamos contribuir de alguma forma para que cada vez mais tenhamos ações como está nas escolas, devemos falar sobre os perigos eminentes aos adolescentes, falar dos seus anseios e sofrimentos diários, falar de assuntos que contribuíam diretamente na formação do individuo”; cometa Zé.
A Cufa Paraná apoia iniciativa como esta por entende à importância de falar com as pessoas sobre vida e além de prevenir, conscientiza através da informação, reforçando não só o compromisso de todos para com nossos adolescentes, mas a prevenção primaria. E, mediante as diferentes ondas (balei azul e outros) que parecem ter impacto direto nos sofrimentos dos adolescentes á dicas, orientações e atendimento psicológico e outros profissionais da aera da saúde mental podem auxiliar os jovens a lidar com seus sentimentos e diretamente na prevenção.

Nestes encontros não fazemos apologia e reproduções dos danos causados e muito menos dos números, mas ressaltamos a importância de falar sobre o assuntos aos adolescentes, aos pais ou responsáveis. E, enquanto alguns países e entre eles o Brasil insistem em tratar a questão como algo velado, nós seguimos acreditando que devemos refletir com os adolescentes sobre seus sonhos e as desilusões, é de suma importância o individuo saber lidar com seus sofrimentos e com as manifestações inconscientes. “A prevenção só é eficaz quando o próprio indivíduo passa ser conhecedor de si e dos seus desejos e sofrimentos” – comenta Zé. 
E-mail: contato.cufaparana@gmail.com

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O menino empreendedor I

Versos | Prosas -| Por José Antonio C. Jardim

As academias e os livros podem contribuir, mas um bom empreendedor tem em sua gênese a fórmula do empreender e, muito mais, a fórmula da sobrevivência”.Muitos estudiosos falam e ensinam sobre a arte de empreender e ganhar dinheiro. Ser um empreendedor bem sucedido passou a ser o sonho de muitos jovens e tema nas academias.

Mas a arte de empreender ultrapassa as quatro paredes de uma sala de aula e as folhas de um bom livro. Dias atrás, surpreendeu-me ver um menino franzino, aparentando ter uns 12 anos de idade, em meio à multidão de um grande shopping paranaense. Driblando os seguranças treinados, ele sobressaía com suas vendas entre as grandes marcas de fast food, sussurrando no ouvido dos seus “clientes”: “quer comprar balinhas ou chicletes?” Ao fim do dia, ele segue rumo a sua casa com a diária garantida. Sim, esse menino não leu bons livros e, possivelmente por motivos sociais e familiares, não terá acesso à sala de aula, que é seu lugar. Meninos como esse têm assumido um papel importante na sociedade dos invisíveis.
Até então vistos nos semáforos e nas esquinas dos grandes centros urbanos, compram, vendem e geram lucros para a demanda capitalista. O fato é que esse não é o lugar certo para eles, mas as circunstâncias os levam a faze parte desse mundo empreendedor para sua própria sobrevivência em sociedade. Tive o privilégio de conhecer e observar as práticas de comerciante autônomo desse menino morador de periferia, em meio ao fluxo do shopping. Ele tem garantido a sobrevivência não só familiar, mas a sua própria, pois ou vive na clandestinidade comercial ou será reconhecido no mundo da criminalidade pelos seus dons de empreender.
As academias e os livros podem contribuir e assim faz, mas um bom empreendedor tem em sua gênese a fórmula do empreender e, muito mais, a fórmula da sobrevivência. Nessa ótica, tudo passa a ser balela, pois o bom empreendedor é aquele pivete astuto que sobrevive à violência territorial e não se deixa levar pela criminalidade. Ao exemplo do Menino Empreendedor que em meio às grandes marcas, ganha sua vida e, com certeza, em um futuro próximo será dono do seu empreendimento em sua favela.
Este relato encontra-se disponível em outras mídias | Zé da Cufa - como é conhecido é ativista social, empreendedor social, produtor cultural, palestrante e é Presidente Estadual da Central Única das Favelas do Paraná. 
Gazeta do Povo 
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-menino-empreendedor-1ty48va9ba1g7euamzaium01k
O projeto - Versos/Prosas e Favela | foi idealizado por Zé da Cufa que é Presidente Estadual da Cufa Paraná, psicólogo, pastor e ativista em favor de reflexões e ações de combate aos excluído e marginalizados.
E-mail: jose.cufaparana@gmail.com