sexta-feira, 13 de março de 2020

Taça das Favelas – A quem interessar possa


A Direção Nacional da Central Única das Favelas (CUFA) e o Comitê Organizador da Taça das Favelas Brasil vêm a público informar que, devido às solicitações dos governos estaduais e municipais, por conta da pandemia do vírus Covid-19 que assola toda a população mundial, vamos adiar as peneiras nas favelas participantes da Taça, que aconteceriam em todo o Brasil, neste final de semana dos dias 14 e 15 de março, e também o início dos jogos da competição.
Queremos informar que, ao mesmo tempo que recebemos a solicitação de adiamento da peneira, também é do nosso interesse evitar a proliferação do vírus, assim como temos certeza que patrocinadores, parceiros, atletas, lideranças de favelas, técnicos, torcedores, jornalistas e de todos que, de alguma maneira, se envolvem com o nosso projeto compartilham desta nossa decisão.
Tínhamos a expectativa de reunir, em média, 50 mil jovens por estado, totalizando 600 mil pessoas nos 12 estados brasileiros que estão organizando a Taça das Favelas em 2020, no que chamamos de “A Maior Peneira do Mundo”. Mas a saúde destes jovens e meninas, assim como de toda a população de favela, estarão sempre em primeiro lugar.
Confiamos que a situação se normalizará em breve, e assim, voltaremos com todas as atividades do maior campeonato de futebol entre favelas do mundo, normalmente.
CUFA – CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS
Rua Francisco Batista, 01 – Madureira Rio de Janeiro - RJ / CEP: 21351-000 Telefones: (21) 2489-7927 / 2452-3597 www.cufa.org.br
Maiores Informações Coordenações Estaduais da Taça das Favelas:
Coordenação Geral:
Celso Athayde celsoathayde1@fholding.com.br
Estado: São Paulo Responsável: Geovana Borges Telefone: (11) 95958-2933
Estado: Rio de Janeiro Responsável: Nega Gizza Telefone: (21) 96474-0328
Estado: Bahia
Responsável: Marcio Lima dos Santos Telefone: (71) 99901-2524
Estado: Rio Grande do Sul
Responsável: Manoel dos Santos Soares Telefone: (51) 98125-1667
Estado: Goiás
Responsável: Breno Rodrigues Lemos Cardoso Telefone: (62) 98171-0050
Estado: Sergipe
Responsável: Veronica Souza de Paiva Telefone: (79) 99680-5793
www.tacadasfavelas.com.br
Estado: Minas Gerais
Responsável: Marciele Procopio Telefone: (31) 98848-4593
Estado: Paraná
Responsável: Jose Antônio Campos Jardim Telefone: (41) 99204-6623
Estado: Ceará Responsável: Preto Zezé Telefone: (85) 98844-8614
Estado: Maranhão Responsável: Charles Adaga Telefone: (98) 988309-8994
Estado: Pernambuco Responsável: Altamiza Melo Telefone: (81) 98819-6990
Estado: Distrito Federal Responsável: Bruno Silveira Kesseler Telefone: (61) 98601-5960
Estado: Mato Grosso
Responsável: Anderson Marques Zanovello Telefone: (66) 99974-9559
CUFA – CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS
Rua Francisco Batista, 01 – Madureira Rio de Janeiro - RJ / CEP: 21351-000 Telefones: (21) 2489-7927 / 2452-3597 www.cufa.org.br


segunda-feira, 9 de março de 2020

Vai começar a Taça das Favelas 2020.

Terceira edição, à Taça das Favelas Paraná, tem início após as peneiras, que aconteceria em maio. Porém, vem através deste comunicar a suspensão das atividades e assim que normalizar retomasse o projeto, pois entendemos seu valor aos jovens favelados, mas também entendemos e primando a saúde dos envolvidos, no projeto, bem como as comunidades e todos os envolvidos indiretamente pela iniciativa. Para isso, ouve na Superintendência do Esporte do Paraná, em Curitiba uma breve reunião de esclarecimento do atual momento, no sábado dia 07/03. A reunião foi coordenada (virtual) pelo Presidente da AEC Wanderley, o coordenador (psicologo), da AEC - Central Única das Favelas no Paraná, o Zé da Cufa, o (Coord. de Esporte da Taça) Leandro, (pedagogo), Nilton Gonzaga e Francês, pelo chefe de gabinete da Superintendência, Narciso Doro, e pelo assessor técnico do Esporte, Ney Santos. A competição tem o apoio do Governo Estadual do Paraná. 
O torneio que foi sucesso em 2019, e muito aguardados pelo jovens paranaenses chega à sua IIIª edição. No ano passado, 78 favelas de Curitiba e região, participaram da competição, entre elas Paranaguá, que ao logo de todo processo só 20 seleções seguiram, sagrando-se campeões Paloma (Feminino) e Butiatumirim (Masculino), que teve a final realizada no Couto Pereira, para um público aproximado de 5 mil pessoas. No entanto, sabendo do grande público alcançado nos anos anteriores é tomado está decisão, seguindo as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde, Secretaria Estadual e Municipal, contra o avanço do Covid-19. 
Além disso, entre as novidades, apresentadas o campeonato a nível nacional firmou parceria com a La-Liga, o campeonato nacional da Espanha. Os melhores jogadores da edição nacional, o Brasileirão das Favelas, serão levados a Espanha para conhecer os times e os atletas. Enfim, a Taça é uma competição que visa contribuir diretamente para a promoção da inclusão social através do esporte, influenciando positivamente a realidade de crianças e jovens. E, neste momento entendemos a necessidade de unir forças pelo bem comum de toda nossa sociedade brasileira. É, uma oportunidade de promover a integração das comunidades, a ressignificação do território e o fortalecimento da autoestima da juventude das favelas, mas também momento de falarmos de saúde e prevenção. O evento tem o apoio pelo segundo ano consecutivo da Superintendência do Esporte do Paraná, Governo do Estado. É, organizada pela AEC – Central Única das Favelas, a Taça das Favelas é o maior torneio de futebol de campo entre favelas do mundo!








quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Bagui eh doido


VERSOS & PROSAS – FAVELA | Por José A. Jardim, 27 Dez. 2019
Ao entregar meu cartão a uma pessoa: ... Ah! Você eh psicologoooo?
Nada contra perguntam e a pessoa; loira, rica e branca, até por não convivo com ela pra dizer quem és e se eh racista ou não .... mas, contra sua forma de expressão ao saber que sou psicologo, um ar de espanto. ... Você eh psicólogoooo? No momento viu que exagerou e tentou criar um clima ... mas, com direito a extensão vocal - psicóclogooo não há remendo que resolva tal comportamento. Pois, ser psicólogo na concepção dela eh algo restrito para uma só classe social, sobretudo, estamos eh longe dá ruptura do julgo aos estereótipos.
Expando, este que ao viés histórico é explicável.  Se estabelece na sociedade brasileira e define uma só classe social dominante. E, ao longo dos anos fixa também seus mecanismos de controle aos espaços de formação acadêmica. ... e este, tende a controlar os que adentram e saem, principalmente os que forjem dos padrões estabelecidos pela sociedade burguesa; no entanto, no embate camuflam-se em meio as situações cotidianas restringindo suas ideias e discursos ao cunho de que foi brincadeira, me espantei só isso, entre outros.
Enfim, eh preciso considerar que o racismo é uma questão que se mantém também ativo nas restrições dos espaços ocupados pelos negros, pardos e as mulheres, e sob as supostas brincadeiras e comparações ao autodefinir alguns como casta "superior" – redefinindo outros como inferior, eh crime. E, pegando um gancho na psicologia, o racismo existe e ele mata todos os dias e não só fisicamente, mas, psicologicamente e deixando cicatrizes profundas.
No entanto, para além da individualidade, conquistas do outro e das vontades ou opiniões, as castas caucasianas fixam nos espaços o poder simbólico, mecanismo este de pertencimento e controle. Limitando e tornando o acesso extremamente difícil aos espaços ao negro e as mulheres. E, ao estabelecer limites para quem adentra aos espaços sob o viés do controle simbólico tentam redefinir constantemente o perfil dos ocupantes e não só através da hierarquização da supremacia caucásia, mas, também quem fará parte do espaço em questão.
E, apesar da representatividade da cultura afro-brasileira estar presente e viva em cada canto do país, os registros de casos de racismo e restrições de espaços seguem em ascensão — hoje é possível identificar esses sujeitos e os setores conservadores, a exemplo, os jogos de futebol, na politica e nas grande empresas. Estabelecem quem são os que devem participar dos melhores espaços e em qual espaço vão adentrar.
Contudo, muitas questões e desafios sobre o tema merecem atenção, pois, em um país com 54% da população negra ... um pai negro tendo que provar que uma família negra não consegue alugar uma casa, em razão de preconceito, ou que o negro não consegue emprego – psicólogo, advogado, dentista, entre outros profissionais, em razão do racismo, bem como a falta de execução da legislação e andamento das ações na justiça penal, pois, os atos acontecem todos os dias – mas, não é todos os dias que os criminosos vão presos e permanecem presos. De fato, estamos eh regredindo. ..?
 #nãoaoracismo  #vidanegraimporta  #racismoecrime 
______________________________________________________________________________
Os textos, entrevistas, entre outros são de autoria de colaboradores ou dos colunistas da Coluna Versos & Prosas. Sobretudo, não representa ideias ou opiniões do veículo em questão, mas, a liberdade de expressão. No entanto, a Coluna Versos & Prosas oferece um espaço para as vozes, em especial a favela, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

As Favelas!


VERSOS & PROSAS – FAVELA | Por José A. Jardim, 04 Nov. 2019

Em meio às ruas de buracos, íngremes e estreitas, coberta por nuvens de poeiras, formada por barracos de alvenarias ou por restos de madeiras, em meio às fábricas abandonadas e botecos amontoados.
Reconhecida por uns e desconhecida por outros, odiada por uns e amada por outros, porém é um espaço diferenciado que gera sentimentos isolados.
Em meio aos becos e vielas, lá estão elas, entre elas encontra-se várias histórias, que por si cada uma constroem a grande história, anônimos, sim, mas para aqueles que não veem as favelas.






quinta-feira, 31 de outubro de 2019

VIRADÃO ESPORTIVO PR – 2019

O maior evento de mobilização esportiva.
O Viradão Esportivo, promovido pela AEC - CUFA (Central Única das Favelas do Paraná), terá uma programação cheia de esporte e cidadania. Serão 36 horas de esportes e cidadania num evento que será realizado em diversas cidades, com participação das cidades de Curitiba, Cambé, Londrina, Nova Londrina, Campo Mourão, Ibiporã, São José do Pinhais, Colombo, Maringá, entre outras, nos dias 7 e 8 de dezembro de 2019.
Quem pode participar?
Crianças, jovens, adultos e terceira idade, moradores desde os bairros mais nobres as periferias, sem distinção de raça, cor, clero ou classe social. Todos podem participar praticando atividades esportivas tradicionais, como vôlei, futebol, basquete, etc, e mesmo mais inusitadas, como truco, xadrez, jiu-jitsu, etc. Um grande evento em prol do esporte, cidadania e inclusão, com dezenas de atletas e modalidades esportivas. O evento busca promoveu não só esporte, mas cidadania através de informação para família paranaense. 
Durante o evento, em diversos locais no Estado do Paraná, serão realizadas atividades esportivas, mais também intervenções culturais e informações educativas, saúde, entre outras, porém estes locais se transformaram em um grande centro esportivo, com produção da Central Única das Favelas em parceria com RPC e Paraná Esporte, Governo do Estado do Paraná e outros parceiros. Para saber mais contato: E-mail: contato.cufaparana@gmail.com ... neste, os interessados poderão saber sobre as modalidade, locais e também como escrever sua modalidade na maior maratona esportiva do Estado do Paraná.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

“NAVIOS PIRATAS”


VERSOS & PROSAS – FAVELA | Por Celso Athayde, 24 out 2019
Nos últimos anos, o Brasil passou por transformações que impactaram a favela de vários jeitos. A economia na base da pirâmide melhorou e uma nova realidade impõe novas formas de organização e reivindicação das bandeiras do movimento social.
O fato é que nos anos 90 meus amigos e amigas dos movimentos sustentavam com um orgulho quase santo que desprezavam o dinheiro. Nenhum argumento os convencia do contrário. Pior, até acirrava os ânimos. Talvez por isso muitos deles continuam passando necessidade em casa, com projetos lindos para educar os filhos dos outros sem conseguir educar os próprios filhos. Isso não é movimento social, é auto-destruição. Minha alternativa, a criação da Favela Holding, me trouxe muitos seguidores no Brasil, enquanto também fez aumentar em paralelo a quantidade de críticos. E eles muitas vezes menosprezam ou vulgarizam o debate econômico.
Todos os dias, somos obrigados a nos reinventar, em função do preconceito ou da alienação que domina muitos movimentos sociais sobre as mudanças nas favelas nos últimos anos. Todos os dias, somos obrigados a nos reinventar em função dos aparelhamentos políticos que impactam a entrega de grande parte das organizações. Somos também obrigados a nos reinventar em função da total falta de diálogo e da agenda política que tenha ligação direta com os anseios desses territórios.
Muito tempo já passou. A CUFA, organização que ajudei a fundar vai fazer 20 anos em 2020, e eu já não faço mais parte dela formalmente. Aliás, eu faço, mas agora é só como voluntário. Minha vida hoje é administrar negócios em favelas através da Favela Holding, um grupo com mais de 20 negócios. Com ela vou mantendo-os de pé e driblando o apetite do tráfico e da milícia Brasil a fora. É que as ações na favela só serão sustentáveis, se nos equilibrarmos entre a proximidade e a distância desses atores que controlam os comportamentos do lugar.
Eu tô com 56 anos, já. Olho para trás e me impressiono com o que já construímos. Os exemplos que demos e o legado que vamos deixar. Só nós sabemos os desafios que encaramos. Ser vanguarda não é fácil.
Não foi fácil. Mas daí olho para o presente e vejo 22 empresas sendo administradas a todo vapor, vejo uma Taça das Favelas mobilizando milhares de jovens nas favelas e vejo, finalmente, uma pauta positiva sendo imposta goela abaixo de quem torce contra o desenvolvimento da favela.
Se olho para o futuro, então, as oportunidades na favela, da favela e para a favela vão para os milhões. Pois a favela não tem somente carência, tem muita potência.
Tenho me perguntando nesses últimos meses sobre os riscos do momento atual, sobre os problemas que vem por aí agora que desbravadores de mares descobriram os 85 bilhões de reais que a favela movimenta todo ano.
Hoje temos muito bons exemplos, apesar dos riscos. Não por acaso, a Favela Holding provou que podemos receber investimento econômico externos em parceria com os moradores e apontar novos caminhos. É possível colocar a favela, mais do que como público-alvo ou coadjuvante da sua história, mas como protagonista da mudança.
Talvez por isso seja a hora de cobrar as repostas para as perguntas que fiz 19 anos atrás para alguns movimentos dos quais fiz parte e se orgulhavam em gritar que estavam ali só por amor, jamais por dinheiro.
Será que já não passou da hora de o Hip Hop se repensar? O Hip Hop deve mesmo se limitar a um movimento de denúncia, mas não de produção de mudanças reais nas vidas de milhares de jovens? Jovens que precisam de liberdade para serem felizes, e de educação para terem liberdade? Pois bem.
Sem o capital disponível, vamos ficar apenas no campo do discurso e, com a atual revolução tecnológica, anda muito difícil pautar um discurso de unidade; ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada dia mais preocupadas só com a própria sobrevivência.
O movimento negro precisa definir sua nova tática: a bandeira da reparação, ainda que fundamental, é suficiente? Ou vamos concordar que os pretos têm força pra pautar uma agenda econômica, já que representamos 40% da produção da riqueza desse país segundo os institutos data favela e locomotiva? É coisa de 1,7 trilhão por ano. E aí?
E a favela… É. A favela tem que tomar uma decisão agora, já, pra ontem, sobre si mesma: se vai se organizar para esse novo tempo ou não. Tempo em que as favelas são uma mata virgem observada por navios piratas ancorados nos asfalto, curiosos sobre o que comemos, como vivemos, o que pensamos. À espera de um momento certo de desembarque para dar o bote triunfal e levar o tesouro. Ou você vai me dizer que 85 bilhões não é um grande tesouro?
O Brasil mudou e não podemos mais aceitar predadores, não podemos assumir o comportamento de camundongos de laboratório apaixonados por nossos eternos cientistas. Não, não e não.
Há empresas, fundos de investimentos e todo tipo de negócio interessado em investir na busca de lideranças das favelas pra fazer parcerias e há aqueles que desejam apenas fazemos de empregados — ou o que eu chamaria de escravos sociais.
Meu conselho, se é que posso dar, é que precisamos olhar para as oportunidades e aproveitá-las, sim. Pensar em ganhar dinheiro como a gente merece, sem nunca esquecer de levar também prosperidade, empreendedorismo e emprego para a base da pirâmide. É preciso que as lideranças — já descobertas pelos empresários ou as que serão em breve — encarem esses desafios de frente.
Não vai ser fácil e vocês ainda vão ouvir é muito desaforo dos seus manos, como eu ouvi um dia. Poderão dizer que você se vendeu, que você traiu o movimento, que você não é mais o mesmo. Que agora você é fechado com os boys. Mas os críticos só percebam o valor de sua missão quando ela gerar um emprego para eles ou para seus pares.
É fundamental que essas fusões sociais gerem prosperidade para o coletivo. Alguém vai ter que pagar pra ver, pagar um preço inicial e receber os dividendos finais. E já que tem que ter alguém, então levante o braço.
Existem aí alguns movimentos de grandes empresários e empresas armados com lupas, eles estão desejando o nosso país chamado favela, para transformá-las em uma espécie de nova Serra Pelada. Eles até têm um discurso apurado sobre negócios sociais, estudaram inclusive nas melhores universidades do mundo e garantem que têm as melhores intenções, mas na verdade a maioria não tem nenhum compromisso com os moradores da favela, só com o que eles têm disponível no bolso. Eu classifico esses predadores como praticantes do “Caô social”.
Mas muita calma, existe muitos também que são comprometidos é apenas agora tem a chance de contribuir, e mesmo os adeptos do “ CS” podem sim, serem convertidos.
Sejam quem for, pensem como pensem, a favela é quem vai dar o tom. É quem vai ajudar a construir as regras. Por isso devemos estar alertas, sempre. O desenvolvimento econômico passa por parcerias, mas essas parcerias precisam ser saudáveis.
O movimento social da favela continua agonizando na dependência de políticos, e eles o que mais querem é alimentar essa enfermidade e nos manter doentes, dependentes. É dai que vêm os seus votos. Mas o que o movimento social da favela precisa fazer é imediatamente se juntar a empresas e fundos de investimento capazes de elevar a favela à altura da sua potência, sempre em parceria.
A única experiência social que a favela ainda não teve foi a de sócia. Insisto: precisamos ter consciência e responsabilidade. Dentro da favela, é o morador quem dita as regras, e não o capital.
Ao mesmo tempo em que vejo muitos empresários, artistas e famosos se movimentando em direção às favelas, vejo também os favelados se organizando para promover esses encontros, construindo soluções com empresas caseiras ou multinacionais.
Meu sonho é ver, o quanto antes, os favelados e ex-favelados como eu recebendo prêmios importantes, na área de economia ou talvez criando seus próprios prêmios. Não vou descansar até ver os favelados criando e disputando um grande mercado, o mercado da favela. Pulsante, rico, próspero.
No final do dia, o importante mesmo é perceber que os favelados entenderam que não estão falando do dinheiro pelo dinheiro, mas da possibilidade de transformação real a partir de uma revolução social por vias econômicas.